Técnico Jovem e Promissor, Francisco Cordeiro Jr. é o entrevistado da vez da FPRB

Francisco Cordeiro Jr, ou simplesmente Chico, como é conhecido entre atletas, técnicos e dirigentes, é o entrevistado de hoje aqui no site da Federação Paranaense de Basketball.

Chico trabalha na Sociedade Thalia, de Curitiba, e vem se destacando tanto no masculino quanto no feminino, onde tem conseguido resultados expressivos mesmo com pouca idade. Chico tem apenas 23 anos e é um dos jovens e promissores técnicos do Paraná.

 

Confira a entrevista:

 

1 – Qual seu nome e origem? E quando e onde começou o basquete na sua vida? Quando começou com a carreira de técnico?

R: Meu nome é Francisco Cordeiro, o “Chico”. O basquete começou na minha vida desde que nasci, por ter um pai ex jogador de basquete. A carreira de técnico começou em 2016.

 

2 – Quais foram seus principais títulos? (FPRB, Jogos Oficiais do estado etc).

R: Campeão Estadual Sub13 feminino em 2016, Campeão Estadual Sub13 masculino em 2017, Vice campeão do Campeonato Brasileiro Interclubes Sub18 feminino em 2019 e Campeão da Taça Paraná Sub13 masculino em 2017.

 

3 – Trabalha com masculino e feminino? E por que não trabalha com a outro gênero? Se trabalha com os 2, qual a principal diferença?

R: Trabalho com masculino e feminino, nas categorias Sub16 e Sub17. Acredito que a maior diferença é o volume de equipes, o que provoca um número menor de jogos. Além disso, a procura pelo basquete feminino aonde trabalho é muito menor do que se comparado ao masculino.

 

4 – Você trabalha sozinho ou tem alguma equipe de Comissão Técnica trabalhando junto?

R: Trabalhamos com uma equipe técnica, técnicos, auxiliares e preparador físico.

 

5 – Quais as dificuldades que você encontra para o trabalho de hoje em dia? Está melhor do que quando começou?

R: Acredito que a maior dificuldade é não termos uma escola de treinadores. Sou um técnico bastante jovem. Para mim, se tivesse acesso a uma capacitação melhor, hoje estaria mais preparado. No entanto, acredito que a situação está melhor do que quando comecei.

 

6 – Quais as dicas que você tem para o atleta que está começando hoje ? E para os técnicos novatos, quais as dicas/sugestões?

R: Para o atleta iniciante hoje indicaria alguns jogos para assistir. Para despertar o amor pelo jogo.

A dica para técnicos novatos, embora eu seja novato também, é que se você quer desenvolver suas capacidades, tenha proatividade para tudo, isso é a base de tudo aquilo que você almeja construir.

 

 

7 – Vamos aprofundar mais nosso assunto. O técnico ao longo da sua carreira vai criando uma filosofia de jogo própria. Fale um pouco de como você organiza seu time no ataque. O que é importante para você que o atleta aprenda na sua filosofia?

R: Minhas equipes jogam em sistema aberto. O objetivo deste sistema é abrir a quadra, ou seja, preservar o espaçamento entre os jogadores. Para que todos tenham oportunidade de criar um desequilíbrio na defesa. Além disso, compreender que o jogo é feito de ações sequenciais, o engajamento entre os jogares é essencial. Minha filosofia valoriza muito o atleta que se movimenta da maneira correta sem a bola. Por fim, exijo bastante da parte cognitiva dos atletas e entender bem o jogo é necessário.

 

8 – E na defesa? O que você prega para sua equipe? Se algum outro técnico olhar sua equipe defendendo, como você acha que ele descreveria seus sistemas defensivos?

R: Predominantemente defesa individual (homem a homem). Todas minhas equipes marcam pressão quadra toda. Obviamente, analisamos bem a equipe adversária para tomar a decisão de como iremos defender.

Na defesa meia quadra nas situações de 5×5 em equilíbrio, trabalho ajuda da primeira linha e da segunda linha.

Para defender o pick uso geralmente estratégias como High Flat, seguidor e dentro. Mais uma vez, analisamos as qualidades individuais dos adversários para escolher a melhor estratégia. Nos bloqueios indiretos defendo geralmente seguidor.

 

9 – Nós técnicos, muitas vezes nos pegamos fazendo auto críticas, importantes para nosso próprio desenvolvimento. Qual teu ponto fraco, ou mais débil? Enxerga alguma falha que pensa ter que mudar para evoluir mais?

R: Enxergo falhas sim e faço um esforço grande para corrigir. Um exemplo é: durante o treinamento e planejamento, equilibrar o quanto se trabalha de defesa e quanto se trabalha de ataque, ajustar esse equilíbrio para mim hoje é ainda é um desafio.

 

10 – Qual seu técnico guru, aquele que você se espelha ou tenta obter a maior quantidade de ideias?

R: É o Fabio Pellanda, técnico do Coritiba Monsters e de base na Sociedade Thalia (clube onde trabalho hoje). Foi quem me ensinou muitas coisas como atleta e como técnico.